Depois de um longo e tenebroso inverno…ninguém aguenta mais essa expressão maldita ( momento comentário inútil: ela é oriunda de um poema que conta a história de um cachorrinho que é, sei lá, acho que expulso de casa e depois volta…mas esqueci o nome do autor.Essa interrupção foi delicadamente oferecida pelo professor Antonio Carlos Secchin e suas maravilhosas aulas de Literatura Brasileira!) .
Esqueci o que eu ia dizer, mas acho que o motivo mesmo era dizer que voltei…não de viagem, mas, quem sabe, à ativa.
Quem quer saber? Esse blog só tem, atualmente, dois leitores. http://valiumsky.wordpress.com/ e http://meujazz.wordpress.com/. Dois preguiçosos, talentosos e pessoas que eu amo muito. Bem, acho que o Rafael não vai sentir ciúme se eu disser que amo mais o André.
Aliás, eu amo tanto o André que o blog é só sobre ele. Não tem nada mais interessante na minha vida do que escrever sobre ele ( e falo sério, essa vida de mestranda é bem desinteressante.Não que o André seja interessante porque minha vida não o é, mas enfim…).
Sempre acontece isso. Isso o quê?
Acho que nada, pois no fundo só é alguma coisa na minha cabeça, certo?
Bem, eu tenho mais uma coisa a dizer. E isso é talvez a coisa que mais tenha fudido com os meus miolos nesses últimos 21 meses, mais ou menos. Me lembro, há muito tempo atrás, de ter tido uma conversa sobre isso com a Kathe. Algo nos idos de 2005, quando ficamos amigas. A questão era: O que fazer quando encontrar o amor da sua vida?
Coisa de mulherzinha, né? Lembro que ela me disse, na época, que o que mais a incomodava era a sensação de já ter acertado na primeira. Normalmente, as pessoas não acertam na primeira. Alguns nem mesmo acertam. Acredito que a maior parte da população do mundo esteja se debatendo nessa busca tão pouco bem-sucedida.
Isso incomodava a Kathe, me lembro, estar observando o resto da humanidade na margem do rio, bem sequinha e bem acompanhada, enquanto a grande maioria de debatia até o inevitável afogamento.
E onde eu entro nisso? Lembro que estava num relacionamento que me dava uma certa segurança, coisa que eu achava que era o verdadeiro amor, pois meu demônio pessoal sempre foi o da insegurança. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha, querendo saber como ela tinha certeza e o que dava essa certeza. Seriam aqueles passarinhos no estômago e outras cafonices-de-comédia-romântica-sessão-da-tarde?
Passou o tempo daquele relacionamento, chegou o tempo do André. E eu fiquei idiota, mais do que nunca, andando por aí rindo sozinha ( o que para um ser humano normalmente rabugento feito eu era uma verdadeira conquista), contando os minutos e os segundos que nos separavam. Chorava de saudade, de amor, chorava à toa, vendo Grey’s anatomy, vendo qualquer filme, até V de Vingança.
Foi aí que eu entendi a Kathe. O que fazemos quando encontramos o amor de verdade? Porque, sinceramente, amor se encontra em cada esquina, eu tive os meus, o André os dele. Mas aquele que você quer levar pra vida, pra Roma, pra Paris, pra todo lado é um só, é único e, talvez por isso, primeiro. Porque depois dele, só vai haver mais e mais dele. E o que veio antes? Nada veio antes. O amor, que muitas pessoas passam a vida esperando, é o que faz toda a espera e toda a decepção valer a pena. Eu sei que isso soa piegas e antiquado, mas quem acha que é piegas e antiquado é porque ainda não achou o seu. Paixões temos milhares, mas só com uma pessoa você vai querer dividir um banheiro, uma cama e o nome dos filhos.
Nem sei mais aonde eu queria chegar, mas acho que, sem saber, cheguei. Acho que só queria dizer que eu sei. Eu sei que é você. O blog é sobre você porque minha vida começou em você. Nunca fui tão feliz, mesmo quando pareço infeliz. Só penso na sorte de ter te encontrado agora e não no asilo. Mais do que isso, o tempo inteiro, eu só penso em você, meu projeto de auto-sabotagem, meu fim de semana perfeito, minha companhia de sonhos e viagens ( e viagens em sonhos). Vocé é meu. É perfeito. Mais do que isso, é perfeito porque é meu, porque me completa. Porque faz minha vida valer a pena.Te amo.
Listras